terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Haruo Ohara

Baixo, segue umas imagens do fotógrafo japonês, Haruo Ohara. Segue também sua biografia.

Haruo Ohara

Kochi, Shikoku, Japão, 1909 — Londrina, PR, 1999

Biografia

Emigrou com a família para o Brasil em 1927 e trabalhou como colono numa fazenda de café no interior de São Paulo. Em 1933 transferiu-se para as terras adquiridas no norte do Paraná, onde a cidade de Londrina estava nascendo. Haruo trabalhou na plantação de café e iniciou a produção de frutas e flores. Casado desde 1934 teve nove filhos. Fotografou a partir de 1938, data em que adquiriu uma câmara de José Juliani, fotógrafo de Londrina e seu amigo. Fez auto-retratos e fotografou os filhos, familiares, amigos, frutos da terra e paisagens. São imagens cuidadosas, profundamente serenas que evidenciam sua filosofia de vida e seu encantamento com a natureza. Em 1951, com o avanço da cidade, os Ohara tiveram que vender a propriedade para dar lugar à construção do novo aeroporto. Haruo Ohara passou a residir num casarão na cidade. Adquiriu outras terras, no município de Terra Boa, porém continuou residindo na cidade. Nesta época, intensificou a atividade fotográfica sempre carregando uma câmara nas suas andanças. Em 1951 foi um dos fundadores do Foto-cine Clube de Londrina, associou-se ao Foto-cine Clube Bandeirantes de São Paulo e participou dos salões fotográficos. Assinou revistas especializadas, leu muito, pesquisou e conheceu a estética fotográfica de seu tempo. No final da década de 1970 Haruo abandonou a fotografia em preto e branco e escolheu a foto colorida. Neste período fotografou as flores, as árvores da cidade e os eventos familiares. Começou a ter alguns reconhecimentos pela sua arte. Em 1988, data comemorativa dos 80 anos de imigração japonesa no Brasil, foi homenageado pelo pioneirismo e pela obra fotográfica que representa a memória de Londrina. A primeira exposição individual, com 70 fotos, foi organizada dez anos depois, em 1998, por iniciativa do Festival Internacional de Teatro de Londrina, sendo apresentada também na 2ª. Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. O fotógrafo e curador Orlando de Azevedo, aprofundou a pesquisa e em 2000 apresentou uma exposição de 160 obras na 3ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. O arquivo de Haruo Ohara, guardado em Londrina com a família, consta de cerca de 10.300 negativos em preto e branco e um número equivalente em cor.

Haruo Ohara

Haruo Ohara

Haruo Ohara

Haruo Ohara

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fim de ano...

Está frio. Estou no meu segundo copo. Não bebo, mas fim de ano... Ainda mais vinho seco...

Meus últimos fins de ano têm sido assim... Família reunida em algum fim de mundo... Serra, sítio ou praia, algum lugar onde a civilização se faz presente apenas por aquilo que ela conquistou. Como energia elétrica ou água encanada...

Mas bem, não é por isso que estou escrevendo. Os fins sempre me deixam um pouco nostálgico, penso no que acertei e no que errei. Penso nas pessoas que magoei e nas que não falo. Contra os fins nada se pode fazer...

São 23h33 e que o muda... Não muita coisa... Continuo acreditando no que acreditei nesse ano, estou mais velho...

Bom, vou mudar de país, se tudo correr como espero. Eu não vou estar no Brasil, em fevereiro...

Estou ouvindo Interpol, não consigo enjoar disso.

Minhas metas, bom, são as de sempre: Ler mais, ser mais paciente... Tudo aquilo que em parte vamos traçar para ano que vem...

O vinho faz efeito... Meus parentes vibram com o ano novo... Acho que não sou o único que o álcool fez efeito...

Foto. Odeio fotos posadas... Mas fazer o que... Vamos levantar pegar mais vinhos e bater a foto...

Copo cheio e foto batida. Está um vento de matar lá fora!

Foguetes, os únicos que ouço, são os que minha família soltou. É tão silencioso aqui, que o barulho pode se sentir incomodado...

O ano novo chegou, ouço os gritos, as felicitações, o estouro das garrafas, os brindes... Bem, como disse não gosto dos fins...

Prefiro ficar aqui, ao som de Interpol e com o vinho seco, pois doce é só para mulheres, segundo meu pai...

Feliz ano novo... Um por um, veio me dar feliz ano novo... Agora é o terceiro copo... Rumo ao quarto!

O quarto copo e acabou meu vinho... Não sinto mais frio... Pelo menos isso...

Droga eu estou definitivamente passado, para não dizer bêbado...

Definitivamente, começo o ano com duas certezas vinho seco é bom e não gosto dos fins...

João Diego

01 de janeiro de 2009

Em algum fim de mundo em Campo Alegre