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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O chão fábrica tem que falar mais alto!

Na Carta aos Trabalhadores Brasileiros, adotada por unanimidade na Conferência Nacional em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Terra e do Parque Fabril Brasileiro, realizada nos dias 3, 4 e 5 de outubro de 2003 em Joinville, patrocinada pelos trabalhadores das empresas ocupadas Cipla, Interfibra e Flaskô, nós já afirmávamos que “Cada fábrica fechada é um túmulo de postos de trabalho onde são sepultadas as esperanças de uma vida digna. Um monumento à especulação e à voracidade capitalista. E junto com este desastre vem a revogação de leis e conquistas trabalhistas e previdenciárias que custaram muitas e longas lutas, muito esforço e mortes, ao povo trabalhador da cidade e do campo. Por isso, os trabalhadores têm o direito de ocupar as fábricas para manter a civilização funcionando com a dignidade que querem lhe retirar.” É relevante destacar o episódio neste momento em que Joinville reflete sobre a situação da Busscar, uma das principais empresas de carrocerias de ônibus da América Latina, que desde o mês de julho volta a passar por uma situação de muitas dificuldades, pois desde então mantém em licença remunerada cerca de 70% de seu quadro de pessoal, hoje ao redor de 6 mil funcionários. Ninguém quer ou espera que aconteça, mas é preciso alertar que a falta de uma folha de pagamento mensal de 6 milhões de reais será um corte profundo nas condições de vida dos trabalhadores diretamente envolvidos e de seus familiares, assim como para a economia de Joinville. A seriedade da situação tratada vai além do quadro de pessoal da Busscar, lamentavelmente. Todos os cálculos do setor metal-mecânico dão conta de que para cada posto de trabalho direto fechado em uma fábrica do ramo, 4 empregos indiretos são cortados em cadeia. Desta forma, com certeza o desemprego indireto que provocaria o fechamento de uma indústria do porte da Busscar, que atingiria um número ao redor de 24 mil pessoas, teria conseqüência direta nas pequenas e médias empresas, uma vez que estas respondem por praticamente 70% do emprego formal no Brasil. Os fatos estão muito claros. A situação em seu conjunto é muito clara. Para nós, o início da solução do problema poderia ser inaugurado com a eleição livre, direta e secreta de uma Comissão de Fábrica entre todos os funcionários da Busscar, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores, dotada de estabilidade no emprego, que abra a contabilidade da empresa e passe a controlar a sua recuperação. A direção da empresa patrocinou uma crise em 2004. Levantou-se com dinheiro do BNDES e mais uma vez se abate. É hora dos trabalhadores tomarem seus destinos em suas próprias mãos, *Adilson Mariano – vereador licenciado do PT de Joinville – candidato a presidente do PT/SC *Moacir Nazário – vereador do PT de Joinville - candidato a presidente do PT/Jlle

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