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quinta-feira, 31 de março de 2011

Fernando Pessoa.

"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo." Fernando Pessoa. 



quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Solidarity

 


Fonte: http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&artigo=722

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

O escritor e teórico marxista britânico Alan Woods estará em Joinville



O escritor e teórico marxista britânico Alan Woods estará em Joinville no dia 2 de abril para falar sobre a revolução dos povos árabes e a crise do capitalismo. Ele ministrará uma conferência no auditório do Bom Jesus/Ielusc, na Rua Princesa Izabel, nº 438, às 16 horas. A entrada é gratuita e serão emitidos certificados para a validação de horas acadêmicas.

Woods é editor do site In Defense of Marxism e tem inúmeros livros publicados em mais de dez idiomas. Uma de suas obras de destaque, cujo título em português é “Reformismo ou Revolução – Marxismo e Socialismo do Século XXI: uma Resposta a Heinz Dieterich”, foi recomendada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chaves, em rede nacional de televisão.

Para Woods, a revolução no mundo árabe tem seus efeitos comparados aos de um conhecido fenômeno na natureza: “O terremoto revolucionário no Egito e na Tunísia replicou em choques sísmicos nas mais distantes partes do mundo de fala árabe, como Argélia, Marrocos, Líbia, Sudão Bahrein, Jordânia, Iraque, Iêmen, Kuwait, Djibuti – a lista continua crescendo, não a cada dia, mas a cada hora”, declara.

Além de Joinville, Woods passará pelas cidades de Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife, São Paulo e Sumaré. A realização é da Editora Marxista.

Fonte: http://www.adilsonmariano.com.br/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Imagens de Thomaz Farkas

Não conhecia esse cidadão, mas ao ler notícia: Morre aos 86 anos o fotografo Thomas Farkas. Resolvi saber quem ele era, afinal, gosto muito de fotografia. Em minha busca encontrei algumas fotos legais, que resolvi postar aqui. 

Pena que não terá mais fotos e que eu o tenha descoberto só em sua morte. 

Segue algumas fotos dele: 





Sucker Punch - Mundo Surreal- Entrevista com as atrizes

Vanessa Hudgens e mais heroínas de ''Sucker Punch'' comentam o filme de Zack Snyder; leia as entrevistas

Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens e Jamie Chung são as heroínas de "Sucker Punch - Mundo Surreal", filme de ação e fantasia em que elas formam um grupo de internas em uma instituição para delinquentes juvenis. Unidas pelas circunstâncias em que se encontram, elas buscam um modo de fugir. Transportadas para um universo paralelo, enfrentam dragões e outras ameaças para conseguir os elementos que, uma vez reunidos, as farão sair de lá. O filme estreia no Brasil nesta sexta-feira (25).

Em Los Angeles, durante entrevista a um grupo de jornalistas de vários países, do qual oUOL Cinema fez parte, as atrizes falaram sobre o envolvimento delas no novo filme de Zack Snyder, sobre suas personagens e como se prepararam para enfrentar o desafio de dar vida aos seus papéis.

Atriz: Emily Browning
Personagem: Baby Doll
País de origem: Austrália
Idade: 22 anos
Filmes: "Desventuras em Série
UOL Cinema - Como se envolveu no filme?
Emily Browning - Todas nós fizemos os primeiros testes em cima de uma das falas de Sweet Pea. Depois disso, eu li o roteiro e me apaixonei pela história. Então, fiz novas leituras, como Rocket e Amber. Quando Zack me chamou novamente, ele disse que gostaria de me testar no papel de Baby Doll. Eu li novamente e, a partir daí, tudo aconteceu.

UOL Cinema - Nunca a preocupou a natureza do seu personagem: uma garota acusada injustamente de assassinato que se transporta para um mundo imaginário que é um bordel?
Emily Browning - Não, isso nunca me preocupou. Falei com o Zack logo no início do processo, tivemos uma longa discussão sobre essas ideias de objetificação das mulheres. Era importante para mim que tivessemos clareza sobre isso. E ele me apoiou totalmente o tempo todo e concordou comigo que era importante mostrar que essas meninas estavam estavam lutando contra esse ambiente.

UOL Cinema - Como foi trabalhar com Zack Snyder no set? Ele é ditatorial ou aberto a colaborações?
Emily Browning
- Não há nada de ditatorial nele. A caracteristica mais legal de Zach é que ele tem clareza do que quer desse filme. Está tudo na cabeça dele. Ao mesmo tempo, ele é muito colaborativo. Ele sabe muito bem balancear os limites entre o que quer e as ideias que partem das pessoas que trabalham com ele. O que para qualquer ator é um sonho que se transforma em realidade.

Atriz: Vanessa Hudgens
Personagem: Blondie
País de origem: Estados Unidos
Idade: 22 anos
Filmes: "High School Musical", "High School Band", "Aos Treze"

UOL Cinema - Qual foi o maior desfio de fazer este filme?
Vanessa Hudgens - Acho que a maior parte desse filme foi um desafio, o que o torna tão animador. Tem a ver com pessoas que se doaram tanto, que foram tão abertas e que eu adoro. E conhecê-las foi incrível porque eu sabia que se eu caísse elas estariam lá para me segurar.

UOL Cinema - De que maneira esse filme passa a mensagem de colocar as mulheres em um papel de poder?
Vanessa Hudgens - Você vê as mulheres lutando por aquilo que elas querem. Não damos às nossas mentes crédito suficiente e você realmente pode transformar coisas negativas em positivas com esse poder.

UOL Cinema - E o fato de parte do filme ser ambientado em um bordel e as personagens serem exploradas sexualmente?
Vanessa Hudgens - Acho que, no fim das contas, o filme fala sobre amizade e sacrifício. Até que ponto você pode ir para ajudar seus amigos. O poder da mente, como eu disse, é uma coisa surpreendente.
Atriz: Abbie Cornish
Personagem: Sweet Pea
País de origem: Austrália

UOL Cinema - Faz pouco tempo, você estava em "Brilho de Uma Paixão" no papel de uma mulher frágil. E agora aparece no papel de uma guerreira. Como foi a transição?
Abbie Cornish - Treinamos três meses - artes marciais, esgrima, armas. Atividade física sempre foi parte da minha vida, tendo sido criada no campo, com irmãos, fazendo motocross, nadando no rio. E a minha mãe foi campeã de caratê quando eu tinha 9 anos, eu acompanhava os treinos dela, as competições. Além disso, meu irmão me ensinou a atirar com arco e flecha, a usar armas. Então, essas coisas já estavam em mim. Na verdade, eu queria muito fazer um filme em que pudesse usar todas essas habilidades e aprender mais. Quando apareceu a oportunidade eu mal pude me conter.
UOL Cinema - O que você faz para escapar da realidade?
Abbie Cornish - É engraçado, quando penso nessa pergunta. As coisas que eu faço que faço para escapar e me sentir mais introspectiva e próxima de mim mesma são compor música, pintar, surfar . Mas é engraçado porque não são escapes. São meios de conectar comigo mesma e minha criatividade.
UOL Cinema - Como se sentiu usando figurinos tão ousados?
Abbie Cornish - Minha única preocupação quando eu provei o figurino pela primeira vez foi que eu deveria fazer os mesmos movimentos e golpes que fazia com agasalhos e tênis com aquelas roupas. Então, chamei Mike Wilkinson, o figurinista, e pedi a ele que viesse comigo para a sala de treinamento. E fiz todos os movimentos e golpes que eu conhecia. E ele disse que estava tudo bem, nada ficava à mostra.(Risos).


Atriz: Jena Malone
Personagem: Rocket
País de origem: Estados UnidosIdade: 26 anos

UOL Cinema - Como se sente a respeito da mistura de sexo e violência no filme?
Jena MaloneSexo e violência? Onde está o sexo no filme?


UOL Cinema - Bem, vocês são mostradas de uma maneira sensual.
Jena Malone - Sensual? (Risos). Bem, pra mim o mais interessante é ter a possibilidade de fazer um filme de ação surrealista. No gênero de ação, a maior parte das mulheres é colocada em extremos, ou são vitimizadas ou são gostosonas. O que é legal [neste filme] é que as personagens são multifacetadas, multidimensionais. Você explora as vulnerabilidades, medos, conflitos, a sensualidade. Não vejo sexo e violência, vejo mais potencialidade. Lutar por aquilo que você quer.


UOL Cinema - Que tipo de treinamento você fez?
Jena Malone - Todos os tipos. Os nossos instrutores nos ensinaram as bases de quase todos os tipos de artes marciais, um pouco de capoeira. As pessoas normalmente levam anos para aprender o que aprendemos em oito meses.

UOL Cinema - Que tipo de treinamento você fez?
Jena Malone
- Todos os tipos. Os nossos instrutores nos ensinaram as bases de quase todos os tipos de artes marciais, um pouco de capoeira. As pessoas normalmente levam anos para aprender o que aprendemos em oito meses.

Atriz: Jamie Chung
Personagem: Amber
País de origem: Estados Unidos
Idade: 27 anos




UOL Cinema - Como você suportou o período de treinamento?
Jamie Chung - Fiquei surpresa. Acordar e sentir um músculo que eu nem sabia que existia. Foi demais, mas foi o que nos incentivou a ter a possibilidade de mentalmente levar adiante esse filme. Encontramos uma força interna que não sabíamos que tínhamos. Não havia limites. Quando achávamos que não podíamos fazer algo, conseguíamos.

UOL Cinema - Que tipo de treinamento vocês fizeram?
Jamie Chung -
 Basicamente, eu fiz treinamento físico com as meninas, com fuzileiros navais. Fizemos treinamento com armas, eu tinha a minha 9mms. Eu também fiz treinamento para pilotar aviões com simuladores de avião e helicóptero.

Fonte: 

Alan Woods em Joinville

quinta-feira, 24 de março de 2011

Anybody Seen My Baby

Segue a música de uma banda que gosto muito, mas conheço pouco. Essa é uma das minhas músicas favoritas...




Alguém viu o meu amor?

Ela confessou seu amor por mim
E depois desapareceu 
Na brisa Tentar se agarrar àquilo 
Era simplesmente impossível

Ela era mais do que bonita 
Quase celestial 
Tipo com um 
Sabor de realismo 


Fecho os olhos 
São três da tarde 
Aí eu compreendo 
Que ela realmente 
Se foi para sempre 


 Alguém viu o meu amor?
 Alguém a viu por aqui? 
O amor se foi 
E me deixou cego
 Eu procurei, mas não consigo encontrar 
Ela se perdeu
 Na multidão


 Eu estava folheando revistas 
Naquele lugar na Mercer Street 
Quando pensei que tivesse a visto 


Subindo numa moto 
Parecendo uma boa moça 
Ela não acabou de acenar para mim? 




Lágrimas salgadas 
São três da tarde 
Ela desapareceu 
Ela realmente se foi para sempre? 


Alguém viu o meu amor? 
Alguém a viu por aqui? 
Se eu simplesmente fechar os olhos
 Eu estico a mão 
E toco o prêmio 
Alguém a viu por aqui? 


 (Rap) 


Alguém viu o meu amor?
Alguém a viu por aqui? 
Se eu simplesmente fechar os olhos 
Eu estico a mão E toco o prêmio
Alguém a viu por aqui? 


Perdida, perdida, nunca foi encontrada 
Eu devo ter ligado para ela 
Umas mil vezes 
Às vezes eu penso 
Que ela está somente na minha imaginação 


Perdida na multidão 




 Fonte: http://www.vagalume.com.br/the-rolling-stones/anybody-seen-my-baby-traducao.html#ixzz1HWVvF0U1

Noé e a Arca...


Fontehttp: //www.umsabadoqualquer.com/557-as-aventuras-de-noe-5/:

quarta-feira, 23 de março de 2011

Livros de ensino religioso em escolas públicas estimulam homofobia e intolerância, diz estudo

Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) concluiu que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro. Produzido com base na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas públicas do país, o estudo foi apresentado no livro “Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil”, lançado na última terça-feira (22) em Brasília.

“O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de ‘catecismo cristão’ em sala de aula são uma constante nas publicações”, afirma a antropóloga e professora do departamento de serviço social, Débora Diniz, uma das autoras do trabalho.

A pesquisa analisou os títulos de algumas das maiores editoras do país. A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma liderança indígena no campo religioso -limitada a uma referência anônima e sem biografia-, 12 vezes mais que o líder budista Dalai Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência intelectual para o Protestantismo. João Calvino nem mesmo é citado.O estudo aponta que a discriminação também faz parte da tarefa. Principalmente contra homossexuais. “Desvio moral”, “doença física ou psicológica”, “conflitos profundos” e “o homossexualismo não se revela natural” são algumas das expressões usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. Um exercício com a bandeira das cores do arco-íris acaba com a seguinte questão: “Se isso (o homossexualismo) se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?”. A pesquisadora afirma que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que tinha como preceitos o racismo e o anti-semitismo, na primeira metade do século 20. “É sugerida uma associação de que um ateu tenderia a ter comportamentos violentos e ameaçadores”, observa Débora. “Os livros usam de generalizações para levar a desinformação e pregar o cristianismo”, completa a especialista, uma das três autoras da pesquisa.

Os números contrastam com a previsão da Lei de Diretrizes e Base da Educação de garantir a justiça religiosa e a liberdade de crença. A lei 9475, em vigor desde 1997, regulamenta o ensino de religião nas escolas brasileiras. “Há uma clara confusão entre o ensino religioso e a educação cristã”, afirma Débora. A antropóloga reforça a imposição do catecismo. “Cristãos tiveram 609 citações nos livros, enquanto religiões afro-brasileiras, tratadas como ‘tradições’, aparecem em apenas 30 momentos”, comenta a especialista.

*com informações da Agência UnB

Fonte: http://www.gay1.com.br/2010/06/livros-de-ensino-religioso-em-escolas.html

terça-feira, 22 de março de 2011

A Historia da Internet (legendado)

Tentando entender a Internt....

segunda-feira, 21 de março de 2011

Joy Division - 05 - New Dawn Fades

Gosto de Joy Division.... (2)

The Cure - Love will tear us apart (Joy Division)

Gosto de The Cure e de Joy Divison.

domingo, 20 de março de 2011

Meu novo cachorro...

Ele me lembra o ALF...

ALF??

ALF??

sexta-feira, 18 de março de 2011

A revolução não será twittada

Acadêmico critica o 'liberalismo iPod', a ideia de que a web constrói a democracia e mostra casos contrários

domingo, 18 de outubro de 2009 16:37
porRafael Cabral

Pense rápido. Qual é a ideia que figuras tão diferentes quanto os últimos presidentes dos EUA compartilham, sem divergências? A resposta vem do pesquisador bielo-russo Evgeny Morozov, especialista na relação entre política e internet. Para ele, o que une esses líderes é a crença no “determinismo tecnológico” que resolveria grande parte dos problemas globais e a ideia de que, facilitando o contato entre pessoas – e visões de mundo –, a tecnologia seria, por definição, amiga da democracia.

Se o conservador Ronald Reagan acreditava que o “o Golias do totalitarismo seria derrotado pelo Davi do microchip”, o liberal Bill Clinton só via inutilidade em tentar barrar o potencial democrático da web. Se o republicano George W. Bush pedia que imaginássemos “a internet tomando conta da China e espalhando a democracia”, o democrata Barack Obama hoje vê na web 2.0 uma ferramenta diplomática para favorecer governos abertos.

“Todos gostaríamos de ser tão ciberotimistas quanto eles, pensando que sociedades fechadas como o Irã se abririam por causa da força das mídias sociais. Mas as coisas não são tão fáceis assim”, defende.
Autor do blog Net.Effect, da revista norte-americana Foreign Policy, Morozov critica a ciberutopia que impera no debate sobre a internet e política e o quase consenso de que a web 2.0 faz que países abertos caminhem para uma participação mais direta do cidadão, enquanto força países fechados à abertura. “Tanto faz se as crianças na África terão seu próprio laptop. Isso não resolverá seus problemas governamentais e a intolerância étnica. Não basta que elas acessem a Wikipedia e descubram o que é uma democracia de verdade”.

Morozov chama a atenção para um aspecto “que os fanáticos tecnológicos esquecem de observar”: se a internet ajuda manifestantes pró-democracia, ela pode também ser usada para que ditaduras se perpetuem. Os ditadores estão aprendendo a usar as mídias sociais. “Pense em George Orwell 2.0”, pede. Em vez de favorecer a democracia, a internet também serve para impedi-la. Para aqueles que Morozov chama de “ciberutópicos”, basta um dispositivo que se conecta à web para criar participação política: “É o iPod-liberalismo: acreditar que a tecnologia leva à liberdade. Só se fala do uso das redes sociais para a mobilização de grupos pró-democracia, mas é ignorado que o 2.0 também ajuda extremistas a impor sua agenda”.

O ativismo digital visto no Irã, em julho, quando manifestantes contrários ao presidente Mahmoud Ahmadinejad usaram o Facebook e o Twitter para mostrar ao mundo a repressão que sofriam, só foi possível, segundo Morozov, no momento em que os governos ditatoriais ainda insistiam em lutar contra a internet. Os manifestantes estavam sempre um passo à frente. Aos poucos, as ditaduras aprendem a usar o aspecto social da web a seu favor. Um exemplo é o Gerdab, assustador site iraniano que coleta fotos postadas em perfis de redes sociais de manifestantes anti-Ahmadinejad e pede que simpatizantes do governo ajudem na identificação e perseguição dos fotografados.

Já na Moldávia (país na Europa Oriental que foi parte da ex-URSS), forças locais de segurança criaram perfis falsos no Twitter para espalhar informações mentirosas, gerando um ambiente de instabilidade interna e propagando a desinformação para o exterior.

Cada vez mais os países autoritários veem a internet como um campo estratégico, em que precisam estar presentes. “A mudança social pode sim ser impulsionada por novas tecnologias, mas a internet também permite que governos autoritários contaminem a rede com propaganda e identifiquem dissidentes. Isso está se tornando uma padrão em governos autoritários”, defende.

Na opinião de Morozov. serão necessários muito mais do que 140 caracteres para mudar países como a China ou o Irã. “A política real ainda é a chave para mudanças reais”.

Colaborativa e autoritária

China: Uma prova de como a web 2.0 pode ser usada para manipular a opinião pública vem da China. Por lá existe uma organização de blogueiros contratados pelo governo chamada 50 Cent Party. Sua função? Entupir a internet de posts e comentários elogiando o poder público. A maioria ganha por texto feito, como freelancers, mas também existem alguns voluntários.

Egito: Há dois anos, Kareem Amer foi preso por conta de um post em seu blog que o governo considerou ofensivo. Desde então, floresceu uma blogosfera que a mídia do Ocidente saudava como uma das mais atuantes sob regimes autoritários. Para Morozov, eles esqueceram uma coisa: se os blogs pipocam, surgiram ainda mais páginas pró-Mubarak. Incentivadas pelo governo.

Rússia: No começo deste mês foi proposta a criação de uma Câmara dos Blogueiros, controlada pelo governo. A ideia é que o Kremlin agrupasse personalidades da web para criar um comitê que decidiria uma série de regras para o bom comportamento na web. Segundo Sergei Mironov, líder do partido Uma Rússia Justa, o Conselho ajudaria a “extirpar todo tipo de confronto virtual”.

Irã: Em julho, manifestantes contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad escolheram as redes sociais para protestar. Mas isso foi antes de o governo aprender, ele também, a se beneficiar com o 2.0. “Toda essa movimentação nas redes sociais ajuda as ditaduras a acharem os revoltosos. A KGB torturava gente por semanas para conseguir essas informações", diz Morozov.

Observações: Recebi esse texto por e-mail, por isso não pus a fonte. Estou buscando idéias semelhantes a essa exposta aqui, caso alguém leia algo semelhante agradeço se me enviar. 

Fuck You Obama


WIKILEAKS EXPÕE AS NEGOCIAÇÕES SECRETAS DO IMPÉRIO. WASHINGTON REVIDA!

O mundo foi abalado por grandes vazamentos de documentos secretos através do site Wikileaks. Primeiro publicando milhares de relatórios militares dos EUA sobre as guerras no Afeganistão e Iraque. Agora publicou milhares de correspondências diplomáticas.
 
Agora, o porta-voz e editor do Wikileaks, Julian Assange, foi preso e colocado no centro das atenções. O Wikileaks agora enfrenta um ataque generalizado do governo americano por meios legais e ilegais. Como milhões de olhos estão sendo abertos para a dura realidade das ações de seus governos, não é exagero dizer que a vida de Julian Assange corre perigo.


Arrancando o véu

Em apenas quatro anos – desde que foi lançado – Wikileaks já se tornou um nome conhecido. A organização sem fins lucrativos recebeu vários prêmios incluindo o Prêmio New Media (Nova Mídia) da revista The Economist e o Prêmio UK Media (Mídia do Reino Unido) da Anistia Internacional. A premissa do site é simples: se você tiver acesso a documentos corporativos ou governamentais que estão sendo escondidos do público, o Wikileaks oferece um lugar para publicá-los de forma anônima.

No seu primeiro ano de atividade, o Wikileaks alegou que seu banco de dados havia acumulado 1,2 milhões de arquivos vazados. Em dezembro de 2007 o Wikileaks virou manchete por ter publicado o Manual de Procedimentos Operacionais da Baía de Guantánamo. O manual mostrou que soldados americanos foram orientados a impedir que os detentos em Guantánamo tivessem acesso à Cruz Vermelha por mais de quatro semanas. Os documentos lançaram luz sobre o abuso sistemático de detentos em uma prisão cuja legalidade da localização já era instável. A divulgação dessas informações ao público levou a uma crise de nervos dos poderes constituídos, mas o Wikileaks estava apenas começando.

Nos dois anos seguintes, eles publicaram e-mails da Sarah Palin, o cadastro de filiados do Partido Nacional Britânico (PNB), o Relatório Minton sobre os efeitos sanitários pelo despejo de lixo na África, banco de dados de e-mail da Climate Research Unit (CRU) e muitos outros documentos sensíveis.

O Wikileaks estava começando a surtir efeito. Eles pegaram Sarah Palin usando sua conta de e-mail pessoal para conduzir negócios oficiais, contornando a legislação de registro público. Eles permitiram que o público soubesse que vários policiais e oficiais militares eram membros do PNB de extrema-direita e racista. Eles ainda publicaram meio milhão de mensagens de texto trocadas em Nova York na manhã de 11 de setembro de 2001.

Em março de 2010, o Wikileaks fez um movimento claramente destinado a ridicularizar o governo americano. Eles publicaram um Relatório de Análise de Contra-Inteligência do Departamento de Defesa dos EUA. Era um relatório de 32 páginas sobre a ameaça representada pelo Wikileaks.

Em abril de 2010, o WikiLeaks soltou uma bomba: um vídeo feito de dentro dos helicópteros de ataque americano no Iraque intitulado “Efeito Colateral” (veja versão em português aqui). O vídeo mostra helicópteros dos EUA atacando jornalistas desarmados, matando quinze, incluindo dois funcionários da Reuters. O vídeo provocou um debate nos EUA sobre as regras de batalha. O Pentágono se recusou a culpar os tripulantes do helicóptero, argumentando que eles pensavam estar sob ataque.

O Wikileaks continuou se superando. Apenas alguns meses depois, eles lançaram milhares de documentos secretos da guerra no Afeganistão. Os documentos revelaram relatos de uma grande variedade de incidentes. Alguns deles detalham mortes de civis e questões levantadas sobre crimes de guerra cometidos por tropas da coalizão. Eles também abriram a caixa preta da Task Force 373, uma unidade secreta especificamente projetada para rastrear e matar os líderes do Talibã. O vazamento massivo revelou detalhes sobre a guerra que o público geral jamais iria conseguir ver de outra maneira. E eles não pararam por aí.

Em outubro, eles publicaram os Registros da Guerra do Iraque: 400 mil documentos militares americanos, muitos deles relatórios enviados diretamente a partir da guerra no Iraque. O Pentágono chamou de “o maior vazamento de documentos sigilosos da sua história”. Mas isso foi apenas um aquecimento para o Wikileaks.

No mês passado, eles começaram a publicar o seu mais significativo vazamento até agora: milhões de páginas de documentos dos escritórios diplomáticos em todo o mundo. Esses documentos, que ainda só começaram a ser publicados, vão revelar o estado real do mundo do ponto de vista dos diplomatas dos Estados Unidos. Pela primeira vez, o público poderá ver o que se passa por trás de portas fechadas. Julian Assange disse que a próxima grande publicação será de documentos relativos aos OVNIs (Objetos Voadores Não-Identificados), então até mesmo os teóricos da conspiração terão algo interessante para ler!


Segredos de Estado: uma necessidade capitalista

Depois que os bolcheviques chegaram ao poder em 1917, Leon Trotsky foi nomeado Comissário do Povo para os Negócios Estrangeiros. Um de seus primeiros atos foi a publicação de todos os tratados secretos que tinham sido negociados pela Tríplice Entente. A revelação de que o Reino Unido, França e Rússia estavam conspirando para redistribuir as colônias do mundo e redesenhar as linhas do mapa abalou a Europa. As potências européias foram expostas como os imperialistas gananciosos que eram. Além disso, todos eles estavam dispostos a enviar milhões de trabalhadores à morte, a fim de expandir seus próprios impérios.

O sigilo é essencial para o funcionamento do governo em um mundo dominado pelo Capitalismo. O Estado capitalista é aquele que, por sua própria natureza funciona contra a maioria da população. Essa é uma conseqüência inevitável de um sistema econômico baseado na exploração da maioria por uma minoria. Mas cada governo deve manter a aparência de trabalhar para seu povo. E aqui está a contradição fundamental. O negócio do Estado capitalista não pode ser feito em público, particularmente na esfera dos negócios estrangeiros. Portanto, a existência do Wikileaks ameaça o próprio funcionamento do Estado, ao mostrar o seu funcionamento interno para o público.

Aqui vemos um outro exemplo onde o capitalismo tornou a si próprio obsoleto. Os meios de comunicação têm se desenvolvido a um ponto em que eles vão além das necessidades do capital. Pela primeira vez na história humana é possível de imediato, divulgar informações de qualquer lugar para qualquer lugar. Esses sistemas seriam extremamente úteis no contexto de uma economia planificada, mas sob o capitalismo eles entram em conflito com as necessidades da classe dominante. Isso explica o movimento para reprimir a internet em geral, a nível internacional.

As conseqüências da publicação dos telegramas diplomáticos estão só começando a estalar. Um assessor ministerial na Alemanha acaba de ser demitido após o Wikileaks revelar que ele estava espionando para os Estados Unidos. Foi exposto que tanto a Arábia Saudita quanto o Bahrein têm pressionado por um ataque militar contra o Irã: uma revelação que, sem dúvida, agitará as coisas nesses países. Talvez ainda mais importante, os Estados Unidos não estão dispostos a atacar o Irã sobre a questão nuclear. Os telegramas também revelam o estado precário do governo do Paquistão e a preocupação sobre a segurança de seu arsenal nuclear. Essas e outras revelações expõem as manobras de bastidores de Washington nos assuntos de muitos países.

No momento em que este artigo é escrito, apenas uma pequena porcentagem dos telegramas diplomáticos foi publicada. O Wikileaks está sob ataque contínuo há mais de uma semana, impedindo-o de publicar muitos dos documentos. Podemos apenas imaginar o que esperar do resto. Qual o papel que a embaixada dos EUA desempenhou na derrubada de Zelaya em Honduras? O que estão fazendo na Venezuela? Como é que os diplomatas americanos vêem as diferentes partes nos vários conflitos em que estão envolvidos ou como mediadores? A única coisa que é certa é que há muitas mais revelações chocantes por vir.


O Estado reage

Em 30 de novembro, o professor Tom Flanagan, um conselheiro próximo do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, cujo currículo se parece com uma lista de cargos de alto escalão no partido conservador, pediu abertamente o assassinato de Julian Assange em cadeia nacional de televisão. Ele pediu a Obama que "contrate alguém, use um robô teleguiado ou algo assim". O que disse Flanagan em público, sem dúvida está sendo ecoado nos bastidores de muitos governos do mundo. O governo americano decidiu claramente que eles vão fazer o que for necessário para derrubar Wikileaks.

O primeiro ataque contra Assange veio na forma de denúncias de agressão sexual a partir da Suécia. Isso permite à imprensa mundial gritar sobre Assange sendo procurado por estupro e resultou em um pedido de extradição para a Suécia.

Vamos ser claros: Julian Assange corre o risco de nunca mais sair de trás das grades novamente. Outras acusações podem ser apresentadas contra ele, e ele poderá muito em breve estar lutando contra a extradição para os Estados Unidos. De qualquer forma, é muito difícil que ele venha a ter um julgamento justo nessas circunstâncias.

Agora, está cada vez mais claro que a força total do Estado está prestes a desabar sobre o Wikileaks. Assim que o último vazamento começou a ser publicado, um ataque massivoDDoS foi dirigido contra o site Wikileaks. Os agressores atingiram o site com tantos pedidos de página que os servidores ficaram sobrecarregados e o site caiu. Esse foi um dos primeiros tiros em uma guerra de informação em desenvolvimento, que tem amplas implicações para o caráter do futuro da internet. O Wikileaks está agora num jogo de gato e rato.

Após o ataque DDoS, o Estado começou a fazer forte pressão sobre todos os associados ao Wikileaks para que o desligassem. Na última semana, a Amazon decidiu suspender a hospedagem do site, a EveryDNS tirou o WikiLeaks de suas entradas e a Paypal tem se recusado a continuar coletando dinheiro para eles. Mas toda a força do império americano ainda não foi capaz de derrubar o Wikileaks. Eles criaram novos sites-espelho (mirrors) ao redor do mundo, alguns fora do alcance dos americanos.

Há, naturalmente, a questão do “arquivo de garantia de segurança”. Em julho de 2010, Wikileaks adicionou um arquivo de 1,4 GB para o seu site chamado “Arquivo de Garantia de Segurança” (Insurance File). O arquivo está criptografado e inacessível. Há muita especulação de que seja um “dispositivo em caso de morte”, ou seja, se alguma coisa acontecer com Julian Assange um código será enviado para quebrar a criptografia. Nós podemos apenas especular sobre o que está contido neste arquivo que possa ser tão importante a ponto do Wikileaks acreditar que eles possam emitir tal ultimato ao império mais poderoso que já existiu.

Wikileaks está agora em uma luta por sua sobrevivência. Sua existência representa um perigo para as potências mundiais. No fim das contas, cada Estado é composto por pessoas. Não somente as pessoas em altos cargos, com inúmeros motivos, bons e maus, têm interesse em publicar pedaços de informação que hoje está escondida. O sucesso do Wikileaks se deve ao fato de ter exposto essa grande fraqueza. Por isso, eles nunca serão perdoados.

Fonte: http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&artigo=638

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu

Eu....

Assange diz que a "internet é a maior máquina de espionagem que o mundo jamais viu"

O texto abaixo foi publicado na Revista Fórum, apesar de não ter acordo com a linha editorial da revista, nem com a as posições do entrevistado achei interessante a informação.


"Ela [a web] é mais uma tecnologia que pode ser usada para estabelecer um regime totalitário de espionagem, de contornos nunca vistos. Ou, por outro lado, se tomada por nós, se tomada por ativistas e por todos aqueles que querem uma trajectória diferente para o mundo tecnológico, pode ser algo que todos esperamos. "

Por Patrick Kingsley
[17 de março de 2011 - 18h00]

A internet é a "maior máquina de espionagem que o mundo jamais viu" e não é uma tecnologia que, necessariamente, favoreça a liberdade de expressão, afirmou o co-fundador da WikiLeaks Julian Assange, numa rara aparição pública.

Assange reconheceu que a web pode permitir uma maior transparência do governo e uma melhor cooperação entre os ativistas, mas disse que esta deu às as autoridades a melhor oportunidade de sempre de monitorizar e capturar dissidentes.

"Apesar de a internet ter, de certa forma, a capacidade de nos permitir o conhecimento, a um nível sem precedentes, do que o governo está a fazer, e de facilitar a cooperação para responsabilizar os governos repressivos e as sociedades repressivas, é também a maior máquina de espionagem que o mundo já viu ", disse aos estudantes da Universidade de Cambridge. Centenas fizeram fila durante horas para assistir à palestra.

Assange prosseguiu: "Ela [a web] não é uma tecnologia que favoreça a liberdade de expressão. Não é uma tecnologia que favoreça os direitos humanos. Não é uma tecnologia que favoreça a vida civil. É mais uma tecnologia que pode ser usada para estabelecer um regime totalitário de espionagem, de contornos nunca vistos. Ou, por outro lado, se tomada por nós, se tomada por ativistas e por todos aqueles que querem uma trajetória diferente para o mundo tecnológico, pode ser algo que todos esperamos. "

O co-fundador da WikiLeaks também sugeriu que o Facebook e o Twitter desempenharam um papel menos importante nos levantamentos no Médio Oriente do que o que foi antes argumentado pelos comentadores dos media sociais e pelos políticos.

Assange disse: "Sim, [o Twitter e o Facebook] tiveram um papel, embora nem de perto tão grande quanto a Al-Jazeera. Mas o guia elaborado pelos revolucionários egípcios... diz na primeira página: `Não usar o Facebook e o Twitter`, e diz na última página: `Não usar o Facebook e o Twitter`.”

"Há uma razão para isso. Havia realmente uma revolta no Facebook, no Cairo, há três ou quatro anos. Era muito pequena.. e o Facebook foi usado para perseguir os principais participantes. Foram espancados, presos e interrogados ".

Para Assange, os telegramas divulgados pela WikiLeaks desempenharam um papel fundamental para incentivar as sublevações no Médio Oriente e forçar o governo dos EUA a não apoiar o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak.

Assange disse que os telegramas diplomáticos sobre as atitudes dos EUA em relação ao antigo regime tunisino fortaleceram as forças revolucionárias em toda a região.

"Os telegramas da Tunísia mostraram claramente que, se se chegasse ao ponto de um conflito entre as forças armadas, por um lado, e o regime de Ben Ali, por outro lado, os EUA, provavelmente, apoiariam os militares".

E continuou: "Isso deve ter sido a causa de os países vizinhos da Tunísia pensarem: se houver intervenção militar, eles podem estar do mesmo lado que os Estados Unidos"

Assange, que fez um apelo contra a sua extradição para a Suécia por supostas acusações sexuais, disse que as divulgações da WikiLeaks também forçaram os EUA a abandonar o seu apoio tácito a Mubarak.

"A divulgação de telegramas sobre a aprovação de Mubarak aos métodos de tortura de Suleiman, impediu que Joseph Biden repetisse a sua afirmação anterior de que Mubarak não era um ditador. Não foi possível que Hillary Clinton publicamente saísse em apoio ao regime de Mubarak."

Respondendo a uma pergunta sobre Bradley Manning, o soldado dos EUA preso por supostamente divulgar informações confidenciais, Assange disse: "Nós não temos ideia se ele é uma das nossas fontes. Toda a nossa tecnologia foi preparada para assegurar que não sabemos."

O co-fundador da WikiLeaks expressou simpatia por Manning. "Ele está numa situação terrível. E se não está ligado a nós, [então] está lá como inocente... e se ele for de alguma forma ligado às nossas publicações, então é claro que temos alguma responsabilidade. Dito isto, não há qualquer alegação de que ele tenha sido preso por ter alguma coisa a ver connosco. A alegação é que ele foi preso por ter falado à revista Wired, nos Estados Unidos. "

Assange também criticou o New York Times, dizendo que este jornal suprimiu artigos sobre a atividade militar secreta americana no Afeganistão.

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net.Foto de Espen Moe/Flickr

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/noticias/2011/03/17/assange_diz_que_a_internet_e_a_maior_maquina_de_espionagem_que_o_mundo_jamais_viu/

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal | Omelete entrevista Zack Snyder

Baby Doll a Personagem Principal. 

Érico Borgo
09 de Março de 2011



Diretor fala sobre o seu primeiro filme baseado em roteiro próprio

Sucker Punch - Mundo Surreal é o novo filme do diretor Zack Snyder, seu primeiro a partir de uma história original. O Omelete fez uma visita o set de Sucker Punch em novembro de 2009, quando conversamos com o cineasta e boa parte do elenco. Leia agora como foi a primeira dessas entrevistas, realizada dentro do cenário de uma das sequências do filme, um bunker da Primeira Guerra Mundial com soldados zumbis steampunk alemães ao redor.


Este é seu projeto definitivo? Aquele que você sempre esperou?


Zack Snyder: Eu tenho mais alguns, mas é... as coisas vão acumulando, o tempo vai passando, e pensei que estava na hora de trabalhar na minha ideia. Tem mais algumas coisas que estamos desenvolvendo, mas esse foi um filme que eu tinha que fazer, do contrário eu seria aquele cara que só sabe falar daquilo que não fez.

O que realmente me empolga pra ir filmar alguma coisa é o senso de aventura, alguma coisa sobre o projeto que me faz ter vontade de acordar e ir trabalhar. Talvez seja por isso que meus projetos são atuais, eu sempre me pergunto os mistérios das coisas, os "porquês". São essas coisas em que eu não consigo não pensar.


Já que você disse isso, pode nos dar um exemplo de algum "porquê" que já tenha sido respondido?


Quando eu fiz Madrugada dos Mortos, o "porquê" era "será que eu posso fazer um filme?" [risos] E também porque eu gosto de zumbis, mas eu também queria saber se conseguiria corromper a ideia do filme, mas sem que ninguém soubesse que eu havia feito isso. Queria fazer um filme que não fosse só um filme, mas que tivesse um significado para mim. E sim, eu posso. O "porquê" em 300 foi - sendo um grande fã de Frank Miller por um bom tempo - se eu conseguiria passar a loucura dele para o cinema... e eu acho que eu consegui. Com Watchmen foi, para mim, um daqueles textos bíblicos que eu precisava transformar em realidade e eu acho que foi por isso que Watchmen foi tudo aquilo. Quando você lê os livros, eles estão em sua mente e é ali que a ironia se revela - quando filmamos, eu aprendi mais sobre tudo aquilo do que quando eu li. Sinto que sei praticamente tudo sobre Watchmen. Mas isso é bom, ninguém é pago para estudar aquilo que você ama. Eu sei que isso soa estranho, mas essas coisas são difíceis.


Isso não é uma adaptação, é uma história original sua. Você ficou intimidado com isso?


Uma vez que está escrito, os desenhos estão prontos e a coisa toda existe conceitualmente, o projeto acaba se tornando meio que uma adaptação para mim. Eu posso até ter escrito o roteiro, mas quando você o transforma em um filme é mais ou menos o mesmo processo de uma adaptação. Na minha opinião, quando você começa a desenhar e tem o texto e começa a visualizá-lo, essa parte é igual. Exatamente a mesma coisa. Eu trato do mesmo modo, não sei como outras pessoas fazem.


Quando você teve a ideia para o filme?


Eu já estou trabalhando nele por mais ou menos seis anos, mas foi nos últimos dois anos que realmente ele começou a sair do papel.


Parecem seis filmes em um.


Meio que é isso mesmo. Cada uma das aventuras é bem direta, eu tentei fazer as aventuras bem simples - não simples no visual; mas na história. Eu tento fazer a parte visual bem complicada, mas a história é simples e direta. Ninguém fica perdido no filme, não existem grandes complicações.


E você filmou os segmentos de maneira diferente?


Um pouco, cada um tem seu estilo.


Como elas jornadas das garotas se conectam na tela?


Eu acho que cada uma tem sua própria identidade e trajetória no filme, as necessidades, os objetivos, encontrar o próprio caminho. Cada um desses fatores é um reflexo de quem elas são. Todas elas têm jornadas individuais.


A conexão delas acontece como aconteceria na vida real. Se você está numa jornada emocional e quer chegar a algum lugar, você pode buscar alguém para facilitar isso ou acidentalmente conhecer essa pessoa. É assim que essas garotas interagem umas com as outras. Sozinhas elas não são tão fortes, mas juntas elas se ajudam a alcançar o fim. Amizade é uma grande parte de tudo isso - o filme é sobre essas garotas, estando presas onde estão, e essa outra pessoa entra em cena e muda a dinâmica e as força a fazer alguma coisa, a reagir.


Como você fez para escrever pelo ponto de vista feminino?




Amber
Eu tentei me manter nas linhas da experiência humana e continuei daí. Eu tive várias garotas em minha vida, então... [risos]


E que algumas das garotas estavam dizendo que esse é um filme de ação sob a perspectiva feminina e é interessante ver que foi um cara que escreveu. Acho que foi Jena [Malone] que disse "foi bem corajoso da parte dele", então, como foi que você fez para entrar na perspectiva feminina?


Eu não acho que dá para tentar entrar na perspectiva feminina, acho que isso é errado. Eu tento me manter afastado e penso no que é verdadeiro e interessante para mim. Quando as garotas entravam em cena para tornar essas coisas reais, esse processo deu-se mais por conta delas - foram elas que tornaram tudo mais feminino. Eu não posso fingir ser uma mulher, mas eu espero poder usá-las para fazer aquilo que eu escrevi mais consistente com o modo que veem o mundo.


Esse filme gira em torno de uma obsessão pessoal. Você ficou surpreso quando disseram que poderia fazer o filme?

Sim e não. Claro que fico surpreso toda vez que alguém diz que posso fazer um filme, mas por outro lado - apesar do filme ser fetichista e pessoal, também é... Eu gosto de pensar que meus fetiches não são tão obscuros.

Nos dê um exemplo.

Personagens do filme nas trincheiras


Quem não quer ver garotas correndo nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial?

Os filmes na tela ficam tão bons quanto na sua mente?

Eles são diferentes, mas tão divertidos quanto. Tem muito mais ironia neles quando estão na tela do que na minha mente.

Por quê?

Acho que é porque eu - talvez o processo de transformá-los em realidade é ligeiramente absurdo. Então eu sempre fico bem consciente quando filmo e eu gosto de ser ridículo, então acaba sendo divertido.

A trama acompanha Babydoll (Emily Browning), garota confinada a um hospício por seu padrasto, que deseja lobotomizá-la. Babydoll cria um mundo de fantasia para se proteger, e ali, com a ajuda de suas amigas, precisa reunir cinco itens imaginários para escapar de seu destino real. Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens e Jamie Chung fazem as amigas. Scott Glenn, Jon Hamm, Carla Gugino e Oscar Isaac também estão no elenco.


Sucker Punch - Mundo Surreal estreia em 25 de março no Brasil. Aguarde mais entrevistas e material exclusivo e fique de olho na página especial do filme.

Fonte: http://www.omelete.com.br/cinema/sucker-punch-mundo-surreal-omelete-entrevista-zack-snyder/

sábado, 12 de março de 2011

Dacs é pra lutar!

NOSSA FORMA DE ORGANIZAÇÃO

Segue meu texto para a chapa que faço parte. 




A eleição do Diretório Acadêmico Cruz e Sousa (DACS) será no dia 18 de março. Ela dá aos estudantes de Comunicação Social do Bom Jesus/ Ielusc a responsabilidade de eleger quem os representará no próximo período. Nesse dia serão escolhidas não apenas as pessoas, mas, sobretudo, as idéias que melhor traduzem os anseios dos alunos.

A chapa Dacs é Pra Lutar! acredita que o diretório precisa ser organizado em secretarias, com a definição clara de quem é responsável pelo quê. Dar publicidade às propostas e apresentar quem realmente fará parte da direção é a forma mais honesta e democrática de pedir o voto de confiança dos estudantes.

Sabemos que na sociedade em que vivemos a maior parte dos alunos de faculdades privadas trabalha para conseguir pagar as mensalidades. Por isso, muitos não tempo e nem disposição para participar das atividades de sua entidade estudantil. É para isso que se escolhe uma direção. Ela é a responsável por ordenar o trabalho, e cada membro da chapa tem seu papel nesse processo. Por exemplo, o diretor de comunicação fará a ponte com os acadêmicos, organizando panfletos, redes sociais, entre outros; o secretário ficará com as atas e trabalhos burocráticos; o presidente será o responsável em manter o funcionamento da entidade em seu conjunto, convocando reuniões, preparando pautas e acompanhando todas as atividades.

Porém, essas secretarias não substituem a participação dos estudantes. De nada adianta uma boa direção se na hora em que precisarmos reivindicar algo não houver o apoio massivo dos alunos. A chapa eleita deve estar submetida ao programa que apresentou nas eleições e resolver tarefas imediatas, além de planejar eventos e ações. Porém, quando houver algo muito importante a ser decidido, é dever dela chamar os representantes de turma ou a assembleia geral para debater a questão.

Agora, já pensaram na funcionalidade da entidade se para cada caso fosse preciso convocar todos os alunos? E na honestidade com os estudantes, se ao longo do processo os membros e os princípios da entidade mudassem?

A chapa Dacs é Pra Lutar! acredita nos seguintes pilares de organização da entidade:

Assembleia geral: é o órgão que está acima de todos os outros. Nela aprova-se o estatuto da entidade, elege-se a comissão eleitoral e decidem-se as principais reivindicações dos estudantes.

O Conselho de Representantes de Turma (CRT): em uma hierarquia, está entre a assembléia e a direção da entidade. É o responsável pelo contato entre os estudantes e a direção. São os representantes que mobilizam os estudantes para a assembleia ou manifestações, dão recados e assessoram o diretório na resolução de problemas.

A direção do diretório acadêmico: é escolhida por todos os estudantes e toma decisões imediatas, sob a base do programa apresentado nas eleições. Ela é responsável pela comunicação com os alunos, por questões burocráticas e demandas diárias. Por meio de reuniões periódicas, a direção mantém a organização estudantil em atividade permanente.

Comissões: são órgãos que os diretores podem criar para ajudar na organização de suas atividades, com a participação de alunos que se interessarem. Por exemplo, na realização de um show de talentos, palestra, festa ou campanha contra o aumento de mensalidades. As comissões são criadas de acordo com a necessidade.

João Diego Leite