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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo!


Feliz ano novo a todos que leem o que escrevo aqui. E... bom, um pouco de Amy para animar.

Rufus Wainwright - Across The Universe


A verdade está lá fora




Na noite de ontem assisti o filme: Arquivo X-Eu preciso acreditar, que é o segundo longa-metragem baseado na série de mesmo nome que fez sucesso na década de 90. A história conta novamente com seus personagens principais, Fox Mulder (David Duchovny) E Dana Scully (Gilllian Anderson), além do agente Walter Skinner (Mitch Pileggi).

A história é nostálgica, mas todo o fã da série vai gostar de ver novamente Mulder e Scully atrás de um mistério. Só não espere nada de sensacional. Também não há ETs nesse filme, que era o que eu esperava. A trama gira em torno do seqüestro de uma agente do FBI e um padre que acredita ser vidente.

Gostei do filme. Ele me fez refletir sobre a filosofia do Arquivo-X e o seu sucesso. Comecei assistir o seriado aos meus sete anos. Gostava da série devido aos ETs e ao mistério. Pensemos um pouco, Mulder, teve sua irmã abduzida, mas nunca conseguiu convencer os membros do FBI que isso era verdade. Por maiores que sejam as provas ele não conseguiu mostrar a verdade para todos.

Era sempre uma luta inglória dos dois agentes para tentar provar, que sim, muito das coisas que falam do sobrenatural é real. Além de ser real, havia sempre um ar de conspiração. Hora os Ets nos manipulam, hora o governo esconde a verdade. Sempre acontece algo que impede que a verdade venha a público.

Por isso uma das frases da série era “não confie em ninguém”, não se sabia em que ponto seus superiores e amigos iriam te deixar na mão e passar para trincheira adversária ou desaparecer.

Uma vez li em uma revista que muitos dos casos que vi na série eram baseados em fatos reais. Li isso aos meus oito ou nove anos, me tirou algumas noites de sono, pois eu sempre pensava: e se for verdade...

Acredito que muitas pessoas pensavam isso. Afinal, por mais que não haja prova alguma do sobrenatural, existe toda uma cultura que estimula as pessoas a acreditar nisso. Se pararmos para pensar, a série Supernatural não tem a mesma lógica de Arquivo X?

Dois irmãos que buscam um mistério que todo mundo ignora, por achar que não existe ou porque são manipulados pelas forças ocultas. Semelhante.

Não me parece estranho, por isso, que as pessoas acreditem que 2012 o mundo vai acabar. Faz parte de nossa cultura do misticismo. O pensamento de que existe algo além da morte e do mundo físico. Uma pena é que não houve nenhuma boa série ou filme sobre isso, seria divertido. 

João Diego
Estudante de jornalismo, ateu e uma antigo fã da série. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

On Melancholy Hill


Gosto desses macacos. 

                                                                Colina da Melancolia
No alto da Colina de Melancolia
Tem uma árvore de plástico

Você está aqui comigo?

Apenas esperando o dia
De outro sonho,

Onde você não pode ter o que quer,
Mas pode ter a mim.

Então vamos partir para o mar,
Pois você é o meu remédio
Quando está perto de mim.
Quando está perto de mim.

Chamando todos os submarinos
Ao redor do mundo é para onde iremos
Alguém sabe, amor
Se estamos esperando o dia
De outro sonho?

Se você não pode ter tudo o que quer
Então venha comigo.

No alto da Colina de Melancolia
Está um peixe-boi
Apenas esperando o dia
Em que você estará perto de mim
Em que você estará perto de mim

Em que você estará perto de mim.

A revolução não virá pelo Twitter, mas poderá ser tuitada

Após postarmos a tira abaixo no Facebook da Juventude Marxista, um de nossos leitores nos questionou sobre qual seria a validade dos protestos via internet e qual a melhor forma de protestar. Dei minha opinião no Facebook, mas achei interessante escrever sobre isso.



A revolução Árabe, os movimentos de ocupação pelo mundo e o Wikileaks levaram muitos jovens a supervalorizar o papel da internet e as redes sociais. Trocaram a militância de rua pelos twittaços e textos postados no Facebook.

Segundo eles a internet é um espaço de democracia real em que todos podem participar. Sendo assim, fazer reuniões, assembléias e até manifestações.

Primeiramente, acredito que a internet é uma ferramenta de extrema utilidade para propaganda. Infelizmente, não é possível fazer qualquer outra ação através dela. Todos os protestos e manifestações online têm o fim da propaganda.

É claro que muitos podem afirmar que as ações de hackers podem abalar as estruturas da burguesia e de seus governos, mas para mim, essas ações são semelhantes às atitudes terroristas: heróicas.

Não elevam a consciência dos explorados na luta pela revolução. Como dizia Trotsky, bons são os meios que elevam a consciência dos explorados como classe e os ajudam entender a necessidade de tomar o poder. O terrorismo online, não tem muita utilidade para isso.

Outro ponto importante é entender que a internet não provocou a primavera Árabe, ela apenas ajudou a divulgá-la. Ou seja, a revolução não veio através de Twitter, mas teve todas as suas ações divulgadas pelo Twitter. Quando muitos meios de comunicação ocultavam os progressos no mundo árabe, as redes sociais se tornaram um meio de acompanhar os acontecimentos em tempo real.

Por último, acredito ser importante citarmos o Wikileaks. Julian Assange, não é um revolucionário, nem comunista. Ele se considera uma pessoa justa. E com esse ideal de justiça divulgou os documentos ultra-secretos do império. Que por isso, quer sua cabeça. Acredito que literalmente a querem em uma bandeja.

Bom, mas o importante nisso tudo é que Assange teve sua conta do Facebook cancelada. Assim como seu Twitter. Que o governo norteamericano tem exigido que o Facebook entregue dados de pessoas que tem um possível envolvimento com o site de Assange. Que a Visa e a Mastercard cancelaram todas as doações para Assange. Que o Facebook tem censurado informações que não lhe convém.

A internet é um espaço de difusão, mas não de mobilização ou ação revolucionária de tomada de poder. Fazer reuniões e divulgar a informação é importante, mas não iremos tomar o poder pelo Twitter.
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Já existem leis que pretendem endurecer anarquia da internet. À medida que a burguesia se sentir ameaçada por esse espaço ela o limitará ainda mais. Por isso, acredito ser importante não nos iludirmos. A revolução não virá pelo Twitter, mas poderá ser tuitada.





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Essa merda tem que acabar

Ninguém precisa ser comunista para entender que o capitalismo é uma merda. O vídeo abaixo, que conta a vida de Jacques Fresco, mostra isso. Durante os seus 75 anos ele observou a sociedade. Assim compreendeu que nossa democracia em épocas de crise é a democracia dos bancos e dos empresários e que o único objetivo desse sistema é produzir para lucrar, não importando o bem estar das pessoas. 



Fresco é membro e fundador de um movimento chamado Zeitgeist. Os membros desse grupo acreditam que precisamos construir uma sociedade boa para todos os seres humanos, independente das classes sociais. Para eles, o primeiro passo é entender que os recursos da terra são finitos. É que eles demoraram milhões de anos para ser constituídos e nós, ao ritmo que vamos, iremos acabar com tudo e levaremos os humanos à extinção. 



Entendo isso, precisamos mapear e contabilizar todos os recursos para saber como melhor podemos utilizá-los. Ao fazer isso, eliminamos todas as fronteiras e trabalhamos unidos para constituir uma economia que produza o necessário para o bem estar de todos. 

As idéias de fresco e seus amigos são interessantes. E podemos ter acordo em muitos pontos. Como afirmei antes, não precisa ser comunista para entender a sociedade, mas para mudá-la acreditamos que sim. 

Para fresco, não há partido ou organização política que lute para tomar o poder e socializar os recursos. Afinal, eles defendem uma economia em que os recursos estejam disponíveis para todos, mas como fazer isso se esses recursos são propriedades da classe dominante? 

Para os membros do Zeitgeist é a propaganda, Ou seja, conscientizaremos todos os seres humanos, entre eles os burgueses que acho que também são humanos, para que entreguem seus recursos para a humanidade. Assim poderemos realizar o plano da Economia Baseada em Recursos. 

Essas idéias são semelhantes ao que pensavam Saint Simon, Robert Owen e Charles Fourier. Socialistas utópicos, que acreditavam em uma transformação social pela propaganda. Eles também constituíam um plano. Simon tinha uma idéia de contabilidade semelhante ao do Zeitgeist. 

O grande problema dessas teorias é pensar a sociedade a partir do consumo, não a partir da propriedade. As idéias são honestas, mas para realizar todo esse plano precisamos do controle da economia e da política, que não é citada em nenhum momento por eles. 

Eu me pergunto, acho justo organizar uma economia baseada nos recursos, mas como convencer os donos das indústrias a nos entregar o que dá um lucro de milhões a ele? 

Acho que se apresentássemos o plano à burguesia, não haveria divergência sobre sua necessidade, mas a hora que falarmos: 

- Bem, mas para que isso dê certo precisa entregar seus recursos. 

A resposta seria assim: 

-KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Penso que o caminho que tomou a primavera árabe nos mostra como poderíamos salvar a humanidade, que é a grande preocupação do Zeitgeist. Só acrescentaria que além de derrubar os ditadores derrubássemos também os burgueses, socializássemos a produção e colocássemos o poder nas mãos dos explorados. É a única maneira de tomarmos os recursos.

João Diego
Estudante de Jornalismo 
Coordenador Nacional da Juventude Marxista


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Reckoner - Radiohead



Calculista

Você não pode levar com você
Dançando para seu prazer

Vocês não tem culpa nenhuma
pertubardor agridoce
Não ouse falar seu nome
Dedicado a todos vocês
todos os seres humanos

Porque estamos separados como
ondulações em uma praia vazia
(em arco-íris)
Porque estamos separados como
ondulações em uma praia vazia
(em arco-íris)

Calculista
Leve-me com você
Dedicado a todos 
todos os seres humanos

Eu não preciso de Soma



Imaginemos uma sociedade futura, em que não tivéssemos preocupação alguma. Há começar pelo desemprego ou pelo próprio emprego. Nenhum dos dois existiria. Afinal, seríamos condicionados desde o nascimento a ter uma função e a gostar do que fazemos.

Sem problemas com tédio. Nosso condicionamento incluiria gostos por determinados esportes e divertimentos que faríamos, após o trabalho e em dias de folga. É importante lembrar que todas as funções sejam de trabalho ou diversão estão condicionadas em manter a sociedade funcionando.

Nossa vida seria pré-moldada. O molde seria dividido em classes superiores e inferiores. Sorte se for superior, azar se for inferior. Mas sem problemas! Para as duas classes você está condicionado para gostar do que é, ou seja, você tende a não se deprimir por limpar banheiros ou administrar o mundo.
Há menos que algo dê errado, enquanto te faziam. Aí azar o seu, pois ter consciência disso tudo, não significa que poderá mudar de função.

Falando em mudança, ela também não existe. Afinal as mudanças prejudicam a estabilidade da sociedade. Se nascer para mandar ou obedecer fará isso até morrer.

A solidão é algo inexistente, todas as atividades são em grupos. Nosso sentimento de isolamento não existe. Nada de se divertir ou trabalhar sozinho. O amor é algo que também não existe, ou seja, nenhuma frustração ou vinculo que o deixe preso a alguém.

Todos fazem sexo com todos, mas por prazer, não para se reproduzir. As crianças não nascem, são feitas. Logo, se não existe amor, nem vínculo não existe família. Sem pais e mães as crianças estão livres de todos os traumas que família lhe produzia.

Tudo isso lhe dará uma vida mais sadia e não precisará de asilo, nem lugar para descansar quando envelhecer, pois seu organismo terá sempre a mesma jovialidade até o fim da vida.

Caso tudo isso ainda não te faça feliz, você poderá usar soma. Uma droga, muito eficaz. Não te causa nenhum problema de saúde. A única coisa que ela te faz é servir com fuga da sociedade, te ajudando a relaxar. Assim, todos teriam estabilidade e segurança em sua felicidade.

Admirável Mundo Novo, escrito Aldous Huxley é um ótimo livro. Listei acima algumas coisas que me chamaram a atenção em minha leitura. Espero que isso lhes desperte interesse.

É uma ótima sátira das utopias[1] e ao clima que vivia sociedade, na década de 30. Nazistas, comunistas, psicanalistas e capitalistas são criticados pelo autor.

O que mais me chamou atenção no livro são as drogas. Elas são tratadas como um mecanismo de controle ou fuga. Não existe bebida alcoólica na história, nem arte, nem TV. Há cinema, mas diferente do que temos.
Logo o governo produz drogas e distribui livremente. Pode se tomar o quanto precisa, pode se tomar o dia inteiro e viver no mundo da lua! Sem preocupações. Assim o governo mantém todos sobre seu controle, pois além dos condicionamentos que impede de questionar a realidade as droga ajudam as pessoas “relaxar”.

O sonho dos empresários, trabalho sem reclamação, mas por enquanto isso ainda é utopia. 

João Diego.


[1] Entendo utopia como algo que ainda não existe não como algo impossível. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Amy Winehouse



Terminei de ler a biografia de Amy Winehouse. Escrita por Chas Newkey- Burdens que é colunista do Jornal inglês, The Guardian. O livro foi escrito, em 2008 quando Amy ainda estava viva. Gosto muito de Amy Winehouse. Não sou um grande conhecedor de música, mas gosto do que ela fazia. 

Após leitura pude entender onde estava a inspiração para fazer o que fazia. Diferente do que muitos pensam, ela não era uma drogada loca. 

Sua música retratava sua vida. Frank, seu primeiro disco conta, entre outras coisas, seus problemas com o namorado e sua infidelidade. Seu segundo disco, Black to Black retrata um período triste de sua vida. “Eu estava muito magoada, mas dei um jeito de tirar proveito dessa situação ruim”, afirma Amy no livro. 

Para mim, a música de Amy consegue expressar seus sentimentos de forma que você sinta o mesmo que ela ao ouvir sua música, seja bom ou ruim. É sempre intenso, talvez seja isso o que tenha encurtado sua vida. 

O tédio, a tristeza e os problemas com o trabalho a levaram as drogas e a morte. A mídia aproveitou disso, afinal é alguém com talento que dá vexame, que faz o que muitos de nós fazemos, mas por ser famosa é notícia e notícia vende. 

O autor tentou durante o livro denunciar os excessos da mídia e ressaltar o lado meigo da cantora. Mostrá-la de forma diferente dos que as fotos muitas vezes a mostraram. Não é o melhor livro que já li, mas serviu para conhecer um pouco a cantora. 



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Canción de Navidad


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Humanos

É o que penso deles: 

“Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las”- Espinoza

Descansar minha química

Eu não dormi por dois dias
Me banhei em nada além de suor
E eu fiz cenas de corredores por coisas que me arrependi
Meus amigos, eles vêm
E pelas bordas eles se vão

Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química

Eu vivo minha vida sem dor
Apenas uma raiva e 3 tipos de sim
Eu fiz degrausTais cenas por coisas de que me arrependo
Oh, aqueles dias no sol
Eles trazem uma lágrima ao meu olho

Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química

Mas você é tão jovemVocê é tão jovem
Você olha nos meus olhosVocê é tão jovem, tão doce, tão surpresa

Então o sinal diz ok
Tenho que pegar uma carona pra relaxar bem longe
Tirar um tempo para perceberQue meus amigos eles vêm
E pelas bordas eles vão

Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química

Mas você é tão jovem
Você é tão jovem, você olha nos meus olhos
Tão jovem, tão doce, tão surpresa
Você parece tão jovem como uma margarida nos meus olhos preguiçosos

Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química

http://www.vagalume.com.br/interpol/rest-my-chemistry-traducao.html#ixzz1gKSwzLy5

Spinoza


A frase de Spinoza é simples: “nem rir nem chorar, apenas aprender”. Acho que em alguns momentos ela serve bem até demais. Aprender às vezes é o que nos resta. Em algumas situações é o que nos sobra.

É como diz o poema de Ítaca ao fim, após percorrer quilômetros, enfrentar monstros e perde amigos e pessoas que gostas não se aches pobre ou inútil, “tu te tornaste sábio, um homem de experiência e agora sabes o que significam ítacas”. 

Baruch Spinoza