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terça-feira, 28 de junho de 2011

Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. 

Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. 
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. 

O que fazer agora? 

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. 
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. 

Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. 
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. 

Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'. 

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE' 

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. 

E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. 
(História contada no Museu do Homem do Nordeste). 

Não basta beber, tem que conhecer!

OBS: não se é verdade, recebi no e-mail, mas faz sentido. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Radiohead - Creep (Legendado) HD

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não ter opção

Esses dias ouvi a frase acima enquanto estudava. Foi como se algo tivesse me acordado de um transe. Comecei a pensar sobre frase.

Muitas pessoas são o que são por não terem escolha. É aquela velha história, “fazer o quê?”. Por não terem opção deixam a vida lhes arrastar, vão se acostumando com as rotinas, sem oferecer resistência. Deixam a vida lhes modar, lhes imprimir uma forma que não é a que desejavam.

Se pormos toda a culpa no indivíduo, estaremos vendo o problema de maneira errada. É clássico na filosofia pequeno-burguesa achar que tudo se resolve com a força de vontade! O sistema é o primeiro obstáculo ao indivíduo, por mais que afirmemos que as pessoas podem, que as possibilidades existem, nosso sistema de classes não permitem que todos fiquemos no topo. 

O espaço no topo é pequeno. Para alguém subir é preciso alguém cair. Uma selva. É nisso que vivemos. E como na selva, não bastava vontade para enfrentar os predadores. Somente nossa vontade individual não mudará as coisas.

Nossa conciência de que existe outra opção é primeiro passo, mas somente uma pequena parte, que só terá sentido indo ao encontro do coletivo e contra o sistema.

sábado, 18 de junho de 2011

Culpa é uma pedra

 A culpa é o sentimento que menos me agrada. Ela ofusca nossa visão. Ao nos sentirmos culpados agimos movidos por diversos motivos, menos pela razão. As vezes ela é uma bola de ferro que nos acorrentamos ou um ato de auto-tortura. De nada me serve a culpa a não ser me atrasar.

A culpa é o pecado cristão. Aquele sentimento de ser uma pessoa indigna, impura, imperfeita que nada pode alcançar sem as graças de deus. É uma forma de escravidão. Ela nos mantém fiéis aqueles que nos convecem de que nós somos realmente incapazes sozinhos.  

Ela é a pedra que nos deixamos acorretar. É o peso que arrastamos. É o que nos joga para baixo de forma infinita. É algo inútil, como o pecado, que só serve para nos atrapalhar.

João Diego

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nossos gostos

Alguns amigos me disseram que já haveriam se matado, caso ouvissem Radiohead e interpol como eu ouço, no mínimo uma vez ao dia.  Talvez eles tenham razão e essas bandas sejam de suicídas, o que não é o meu caso. Mas refletindo sobre isso percebo que nossos gostos, pelo menos das pessoas que conheço, estão interligados.

Não é só sobre interpol que eles divergem, mas sobre meu gosto por Camus, Kafka e por Pessoa. Todos existencialistas em algum sentido, todos reflexivos. Como na música não gosto do que é cristão, dogmático e é somente lúdico. Gosto daquilo que me faz pensar. Isso inclui as pessoas. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

123º aniversário de Fernando Pessoa

O moinho de café
Mói grãos e faz deles pó.
O pó que a minh'alma é
Moeu quem me deixa só.



Fernando Pessoa

sábado, 4 de junho de 2011

Para a liberdade e luta - Paulo Leminski

Me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu

Me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão.

Juventude Marxista e o Neto de León Trotsky