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terça-feira, 28 de junho de 2011

Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. 

Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. 
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. 

O que fazer agora? 

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. 
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. 

Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. 
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. 

Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'. 

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE' 

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. 

E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. 
(História contada no Museu do Homem do Nordeste). 

Não basta beber, tem que conhecer!

OBS: não se é verdade, recebi no e-mail, mas faz sentido. 

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