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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Abc do Comunismo 2

Terminei de ler o livro ABC do comunismo. Segue abaixo algumas citações do livro.

A primeira citação é sobre a prostituição. Resolvi citá-la porque acho a prostituição o pior tipo de exploração. Ela revela o nível de degeneração e decomposição que se encontra uma sociedade.

A segunda é sobre a redução da jornada de trabalho. Acho importante frisar isso, pois no momento atual enfrentamos uma luta pela redução de jornada de trabalho no Brasil.

A terceira é sobre a pequena burguesia. Ele explicou bem o que é o pensamento pequeno burguês.

A quarta e última sobre a Guerra civil.

"Quando uma mulher se torna operária de fábrica, ela sofre, como o homem, todos os horrores da falta de trabalho. Ela também é posta no olho da rua pelo capitalista; entra, também, nas fileiras do exército industrial de reserva; pode, assim como o homem, descer até as condições de vida mais infamantes. Entrega-se à prostituição, isto é, vende-se ao primeiro homem que encontra na rua. Nada tendo para comer, sem trabalho, expulsa de toda a parte, vê-se obrigada a traficar com o corpo. Mesmo quando tem trabalho, o salário é tão miserável que é obrigada a aumentá-lo dessa maneira. E afeiçoa-se ràpidamente à nova profissão. Assim é que se forma a camada das prostitutas profissionais.

Nas grandes cidades, a prostitutas são muito numerosas. Cidades como Hamburgo ou Londres contam dezenas de milhares dessas infelizes. O capital faz delas uma fonte de rendas, com a criação de grandes lupanares organizados de forma capitalista. Existe um largo comércio internacional de escravas brancas, de que são centro as cidades da Argentina. A mais atroz prostituição é a das crianças, que floresce em todas as cidades da Europa e da América."

"O modo comunista de produção significa um desenvolvimento enorme das forças produtivas, de forma que cada trabalhador terá menos afazeres. A jornada de trabalho tornar-se-á cada vez mais curta e os homens ficarão livres das cadeias impostas pela natureza. Quando o homem despender pouco esforço para alimentar-se e vestir-se, consagrará parte do tempo ao seu desenvolvimento intelectual. A cultura humana elevar-se-á a uma altura jamais atingida. Tornar-se-á uma cultura geral, verdadeiramente humana, e não uma cultura de classe. Ao mesmo tempo em que a opressão do homem pelo homem, o jugo da natureza sobre o homem desaparecerá. A humanidade levará, então, pela primeira vez, uma vida verdadeiramente racional, em vez de uma vida bestial."

"Dela fazem parte: os artesãos, os pequenos comerciantes, os pequenos intelectuais empregados e os pequenos funcionários. Em suma, não se trata de uma classe, mas de uma massa muito heterogênea. Todos esses elementos, mais ou menos explorados pelo capital, trabalham, quase sempre, além de suas forças. Muitos desaparecem no curso do desenvolvimento capitalista. Mas, suas condições de trabalho são tais que, na sua maioria não se apercebem do caráter desesperado de sua situação sob o domínio capitalista. Tomemos, para exemplo, um artesão. Trabalha como um boi. O capital o explora de diversos modos: é explorado pelo agiota, pelo atacadista para o qual trabalha, etc. Mas, considera-se um pequeno patrão: trabalhando com seus próprios instrumentos, aparentemente é “independente” (conquanto, na realidade, esteja preso, por todos os lados, à teia de aranha do capitalismo); espera sempre vencer por suas próprias forças (“Quando meus negócios melhorarem — pensa continuamente — adquirirei isto ou aquilo”); procura fundir-se, não com os operários — que não quer imitar — mas com os patrões, porque, no seu íntimo, espera um dia ser também patrão. Eis por que, embora pobre como um rato de sacristia, está mais perto dos seus exploradores do que da classe operária. Os partidos pequeno-burgueses tomam sempre a etiqueta de partido “radical”, “republicano”, às vezes mesmo “socialista”. É muito difícil fazer com que o pequeno patrão reconheça o seu erro, e isto não é sua “culpa”, mas a sua infelicidade."

"A guerra civil é uma luta de classes exasperada, que se transforma em revolução. A guerra imperialista mundial entre diferentes grupos da burguesia, por uma nova partilha do mundo, foi levada a cabo com o auxílio dos escravos do capital. Mas, impôs aos operários tamanhos encargos, que a luta das classes começou a transformar-se numa guerra civil dos oprimidos contra seus opressores, guerra que Marx já considerava como a única justa."

Espero que as citações animem vocês para a leitura dessa obra. 

Até, agora vou pensar em qual livro leio... 

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