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domingo, 1 de janeiro de 2012

A revolução não virá pelo Twitter, mas poderá ser tuitada (2)


Segue abaixo o comentário do camarada Luis Alfredo, sobre o texto que escrevi. Acredito ser importante postá-lo pela relevância do debate e de seu comentário. 

Leia a primeira parte ante, aqui.  

Belo texto. Tenho que concordar que as redes sociais são absolutamente secundárias num momento de revolução. Pelos mesmos motivos que os seus, mas vistos de forma um pouco diferente:

Primeiro porque já vimos que protestos feitos completamente online não tem serventia alguma a longo prazo; e o maior exemplo disso são os Anonymous. Aqueles que, essencialmente, prometem acabar com o Sistema atacando sites governamentais, policiais e de grades bancos: os sites saem do ar por algumas horas, muitos Anonymous saem "do ar" para a cadeia por alguns anos. E ninguém se lembra deles senão como baderneiros. Quebram a cara. Assange (que, podemos dizer, também fez um "protesto online" com Wikileaks), por outro lado, é esperto: a sua prisão ou morte acarretaria necessariamente na divulgação de novos documentos e isso o mantém livre. E vivo.

Segundo porque, como você mesmo explicou, no momento em que as coisas ficam difíceis a suposta "democracia" da Internet acaba.

Esse fator tem solução, a utilização de meios não-censuráveis de comunicação online. Falo de, por exemplo, Tor (https://www.torproject.org/) e Freenet (http://freenetproject.org/), ferramentas que burguesia nenhuma tem poder de censurar por motivos técnicos. Mas o número de pessoas que conhece ferramentas do tipo é pífio, insuficiente para que consigam organizar algo relevante em um momento crítico. Esse número deveria aumentar enquanto é tempo, de qualquer forma.

Att.

Luis Alfredo.

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